A atividade formativa “Voando com Flying Low” foi desenvolvida como um espaço de compartilhamento de pesquisas do Grupo Flying Low, integrando fundamentos do breaking – como stance, top rock, go downs e footwork – com elementos de dança contemporânea e improvisação. A abordagem vai além da execução de passos, priorizando a exploração de dinâmicas já presentes na cultura do breaking, como a relação entre movimento e musicalidade, mas também incorporando reflexões sobre criação cênica. A proposta é que os participantes não apenas aprendam técnicas, mas compreendam sua essência, adaptando-as ao próprio corpo e repertório, bem como a pensar a dança como linguagem expressiva, conectando-a a contextos sociais e históricos.
Além da prática, a atividade inclui debate sobre a trajetória do breaking, suas influências e seu papel na cena atual. O grupo também apresenta processos criativos utilizados em suas montagens, como no espetáculo Menino Assum Preto, que parte da música de Luiz Gonzaga para discutir temas como trabalho, opressão, território e pertencimento. Essa abordagem estimula os participantes a desenvolverem um olhar crítico sobre a dança, entendendo-a como ferramenta narrativa e de transformação social.
A metodologia equilibra técnica, criação e pensamento dramatúrgico, incentivando novas conexões artísticas. Por meio de exercícios práticos e discussões, a oficina busca ampliar o repertório dos participantes, mostrando como a dança pode ser um meio de investigação pessoal e coletiva, tanto no palco quanto na vida.
Oficinas
As oficinas partem da história, da cultura, da musicalidade e dos fundamentos do breaking. Com quem começa, constroem as primeiras bases; com quem já dança, aprofundam repertório, improvisação e pesquisa de movimento; com profissionais, compartilham ferramentas de criação presentes nas obras do Flying Low.
Cada percurso se adapta ao grupo, ao tempo disponível e ao espaço. As oficinas já passaram por ambientes de formação e criação como a ETEC de Artes, a Companhia de Danças de Diadema e a Oficina Cultural Oswald de Andrade.
Residência
A residência parte das perguntas e experiências trazidas por cada grupo. Jogos de composição, escrita de corpo, improvisação e dramaturgia organizam um processo coletivo de investigação.
Conforme a duração e o contexto, o percurso pode se abrir ao público ou culminar em uma apresentação. A residência também pode servir de laboratório para pesquisas ligadas a Concepções Marginais e Em Revoada.