Sobre o Flying Low
Do breaking à cena, ao audiovisual e à formação, o Flying Low cria em coletivo a partir das periferias de São Paulo.
Pesquisa
A pesquisa artística do Grupo Flying Low parte da dança breaking como linguagem cênica, política e poética, elaborando dramaturgias corporais que emergem das experiências periféricas e coletivas. A partir da vivência em grupo, da direção compartilhada, e do cruzamento entre danças urbanas e contemporâneas, o coletivo constrói obras que emergem de práticas colaborativas, afetos e urgências vividas por seus integrantes, sempre atentos às questões que atravessam seus corpos e territórios. As obras e projetos do grupo desdobram essas investigações em diferentes linguagens e suportes.
As criações cênicas se debruçam sobre temas como o aprisionamento simbólico do corpo, a ancestralidade, a precarização do trabalho e a fabulação de outros futuros possíveis.
Em “Menino Assum Preto”, evocam a imagem do trabalhador marginalizado em um corpo engaiolado. Já em “As Pegadas do Kurupyra”, aprofundam a relação com a ancestralidade e a fabulação, inspirando-se nos encantados da cultura herdada dos povos originários e da diáspora africana.
Além da criação cênica, a pesquisa se expande para o campo da educação e do audiovisual, com destaque para o projeto de formação “Voando com Flying Low” e para a série documental “Em Formação”.
O grupo afirma uma dança do encontro entre margens, memória e imaginação — construindo caminhos sensíveis e comunitários de criação e de transformação.
Em cena, na câmera ou em processos formativos, o Flying Low vem transformando experiência periférica em trabalhos artísticos críticos e sensíveis.
- 01Breaking e autoria
- 02Memória periférica
- 03Criação coletiva
- 04Cena e audiovisual
Quem são
Um coletivo de artistas das periferias de São Paulo que pesquisa o breaking como linguagem cênica, cruzando danças urbanas, dramaturgias do corpo e práticas colaborativas de criação. Formado em 2016 no Núcleo Luz por Lee Anderson e Eddie Guedes, o Flying Low surgiu com a pesquisa do que veio a se tornar o espetáculo “Menino Assum Preto”, contemplado pelo Programa VAI em 2018, marcando o início da trajetória autoral e da abordagem coreográfica voltada às estéticas periféricas e modos coletivos de criação, que são marca do coletivo.
Desde então, o grupo desenvolveu projetos que articulam cena, audiovisual e formação, como: “Cantigas do Meu Matulão” (Prêmio Aldir Blanc – 2020), voltado à criação em vídeo-dança; “Na Manha com Flying Low” (PROAC 31/2021), com ações pedagógicas e a série documental “Em Formação”; e “Circula Assum” (PROAC 04/2023), que levou o espetáculo “Menino Assum Preto” a sete cidades do estado de São Paulo, com o apoio da marca Converse.
Em 2022, estreou seu segundo espetáculo, “As Pegadas do Kurupyra”, cruzando o breaking com histórias dos seres encantados dos povos originários do Brasil e da diáspora africana. Além dos espetáculos, desde 2021 o grupo conduz oficinas e residências por meio do projeto “Voando com Flying Low”, no qual compartilha suas metodologias de pesquisa e ensino de breaking.
Em 2026 estreia seu mais novo trabalho cênico, com mais sete artistas em cena, em uma parceria de co-direção com Marina Esteves, dentro do projeto “Flying Low em Revoada”, contemplado pelo 38º Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.
Atualmente é formado por Lee Anderson (Turtle Lee), Jeff dos Santos Rodrigues (Fioot), Manuel Victor, Emerson Silva (Emersu), Ricardo Ura (Koide), e Lai Machado na produção.
